Dá para ter algum ganho com deficiência ou dor? – Aline Kimura | PsicoReab

Ganho secundário é a vantagem ou o benefício que se adquire por ter um transtorno ou uma doença.

Ok, você irá me perguntar: “Aline, você acha que alguém que está com algum transtorno ou doença vai querer se beneficiar disso?”. A resposta é “SIM” e isso atrapalha muitíssimo o tratamento porque o paciente constantemente se sabota para não melhorar, por conta dos aspectos positivos que ele encontra por estar naquela situação.

✔ Alguns pacientes recebem atenção e carinho dos amigos e familiares quando estão doentes, mas na situação de saúde, isto não ocorre. É um ganho afetivo. Na psicoterapia, eu trabalharia a comunicação e expressão dos afetos, além da construção dos relacionamentos. Quais outras formas de pedir e receber afeto?

✔ Alguns pacientes são ajudados nos trabalhos domésticos ou no ambiente profissional quando estão doentes. Desta maneira, não se sentem sobrecarregados, nem sozinhos. É um ganho social. Na psicoterapia, eu trabalharia a percepção dos limites, a relação de ajuda, a prática de delegar tarefas. Quais outras formas de solicitar ajuda?

✔ Alguns pacientes são deixados na zona de conforto e não são cobrados para desenvolverem algo novo ou ultrapassarem seus limites. Eles podem continuar fazendo o que sempre fizeram, do mesmo jeitinho. É um ganho de segurança. Na psicoterapia, eu trabalharia o modo como se lida com o desconhecido e com os desafios. Quais outras formas de enfrentar o medo, a insegurança e as mudanças?

Existem diversos outros ganhos secundários que impedem que as pessoas se trate ou se adapte ao seu transtorno ou doença. A psicoterapia é um espaço para se trabalhar estes aspectos e desenvolver outras formas de se colocar no mundo.

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